sexta-feira, 10 de junho de 2022

Polícia investiga ligação de vereador petista de SP com PCC em empresa de ônibus

Vereador nega envolvimento com a facção

Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Civil de São Paulo realizou, uma operação para investigar uma suposta ligação do vereador Senival Moura (PT) com o crime organizado, o Primeiro Comando da Capital (PCC).  

Segundo a Polícia, o grupo teria participação no transporte público urbano cidade de São Paulo. Entre os alvos, também estão integrantes da direção da Transunião, empresa que atua na zona leste.

De acordo com informações divulgadas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que coordena a apuração, a investigação começou depois da morte de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa de transporte Transunião, que possui contrato com a Prefeitura de São Paulo. Adauto foi executado em 4 de março de 2020.

A partir do homicídio, a polícia afirma ter descoberto o envolvimento do crime organizado com a empresa.

Buscas foram autorizadas pela Justiça em oito endereços ligados ao vereador e a outros suspeitos e duas prisões temporárias foram decretadas.

De acordo a polícia, o vereador petista também é suspeito de envolvimento na morte de um ex-presidente da cooperativa e, também, com suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC.

Em nota, o vereador disse que se surpreendeu com a operação policial e negou envolvimento com os casos investigados.

Eis a íntegra da nota do vereador

“Eu, vereador Senival Moura, venho me manifestar através desta nota pública sobre os acontecimentos noticiados em todos os meios de comunicação hoje.

Antes de comentar sobre os fatos ocorridos no dia de hoje quero reafirmar a minha história de atuação, liderança e organização do transporte alternativo na cidade de São Paulo, da qual tenho muito orgulho disso.

Sobre o Adauto Jorge Soares, sinto até hoje essa perda, principalmente pela forma cruel e violenta que foi.

Adauto junto comigo e vários outros companheiros lutamos pela regulamentação do transporte coletivo na cidade de São Paulo. Entre o início da operação clandestina e a transformação em empresas passaram-se 30 anos.

Portanto, Adauto era um companheiro de luta, trabalhador e meu amigo.

Vale ressaltar que no momento da morte do Adauto, nem eu e nem ele tínhamos mais qualquer vínculo com a empresa Transunião S/A.

Essa manhã fui surpreendido por uma operação policial em minha casa, mas quero aqui reafirmar que eu não tenho nenhum envolvimento com as ações que estão sendo noticiadas. Entretanto eu estou à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos, eu que sou formado em direito confio plenamente na Justiça e sou um defensor do Estado democrático de Direito.

Por fim, passarei por esse momento com a mesma serenidade, tranquilidade e consciência tranquila que sempre nortearam a minha vida.”

De Gazeta Brasil