segunda-feira, 20 de junho de 2022

Pesquisa do Sebrae aponta que 67% dos pequenos negócios do Rio de Janeiro seguem com o faturamento reduzido

Dentre as empresas que dependem de aluguel para funcionar, 54% informaram que o valor pago ficou mais caro

Após dois anos de crise, os pequenos negócios ainda sentem os reflexos do desequilíbrio financeiro. Em pesquisa realizada pelo Sebrae, entre os dias 25 de abril e 2 de maio, 67% dos entrevistados alegaram que o faturamento mensal do seu negócio diminuiu comparado ao período anterior a pandemia. Quinze por cento mantiveram o rendimento e 12% conseguiram aumentá-lo. Se for comparar os meses de abril de 2022 e abril de 2021, o faturamento dos pequenos negócios diminui 42%, permanece igual para 27% e aumenta para 26%.

“Apesar de a pandemia ainda impactar alguns negócios, essa não é mais a maior dificuldade apontada por eles, atualmente: o principal desafio dos empreendedores agora é buscar formas de reduzir custos e desenvolver estratégias para atrair clientes”, explica Simone Moura, analista do Sebrae Rio.

O estudo aponta ainda, quais as principais dificuldades para o negócio no momento atual. O aumento dos custos (insumos, mercadorias, combustíveis, aluguel e energia) é citado por 43% dos empreendedores, seguido por falta de clientes para 28%. Outro obstáculo para a manutenção da empresa são as dívidas com empréstimos, uma realidade vivida por 11% dos donos de negócios. Dívidas com impostos e fornecedores também aparecem como impedimento para 4% dos empresários. Já a pandemia ainda é um contratempo para 2% dos pequenos negócios.

Aluguel

Um dos principais entraves para os pequenos negócios segue sendo o aumento dos custos. No Estado do Rio de Janeiro, dentre as empresas que pagam aluguel, o valor ficou mais caro para 54% nos últimos 12 meses. Apenas 46% não tiveram reajustes no período. Trinta por cento não sabem qual o índice utilizado para o reajuste. O cálculo para reajuste dos aluguéis de 25% dos entrevistados foi o IGP-M. Já para 14% a revisão do valor foi com base no IPCA. Trinta e dois por cento utilizam outro cálculo.