sexta-feira, 17 de junho de 2022

Justiça da Argentina ordena apreensão de avião venezuelano-iraniano em Buenos Aires

O avião que foi apreendido no Aeroporto Internacional
de Buenos Aires | Foto: Reprodução

A medida faz parte de uma investigação sobre possíveis ligações dos tripulantes com o terrorismo internacional

A Justiça da Argentina ordenou na quarta-feira 15 a apreensão do avião venezuelano-iraniano que estava retido no Aeroporto Internacional de Buenos Aires. A medida faz parte de uma investigação sobre possíveis ligações dos tripulantes com o terrorismo internacional.

Agora, os investigadores pretendem obter mais informações sobre o que a tripulação, formada por cinco iranianos e 14 venezuelanos, estava fazendo na capital argentina.

O avião em questão, um Boeing 747 Dreamliner, pertenceu à companhia iraniana Mahan Air e atualmente é controlada pela Emtrasur, uma subsidiária do Consórcio Venezuelano de Indústrias Aeronáuticas e Serviços Aéreos (Conviasa). As duas empresas sofrem com sanções aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

A aeronave entrou na Argentina em 6 de junho, vinda do México. Ela fez uma escala na Venezuela, com destino ao Aeroporto Internacional de Ezeiza.

Investigações

Desde o início desta semana, a Justiça da Argentina está investigando os possíveis vínculos da tripulação com o terrorismo internacional, visto que um de seus integrantes, o iraniano Gholamreza Ghasemi, tem o mesmo nome de um membro das Forças Quds, uma divisão da Guarda Revolucionária Islâmica.

O país sofreu dois ataques terroristas nos anos 1990 — um, na Associação Mutual Israelita Argentina (Amia); e outro, na Embaixada de Israel em Buenos Aires. As autoridades locais atribuíram o ataque ao Irã e ao Hezbollah, grupo terrorista libanês.

Para o cientista político André Lajst, presidente-executivo da StandWithUs Brasil, o Irã enviou integrantes da Guarda Revolucionária à América Latina para obter informações dos países da região. “A ideia é promover atentados terroristas, mas o avião com os tripulantes acabou apreendido”, observou. “Se eles tivessem conseguido autorização para pousar, provavelmente teríamos uma nova onda de ataques em território latino-americano.”

Edilson Salgueiro