sexta-feira, 10 de junho de 2022

Décimo maior artilheiro da história do Flamengo, paraibano Índio terá livro sobre a sua história lançado na Gávea

Índio foi o primeiro paraibano a chegar à Seleção Brasileira, e ainda disputou a Copa de 54, na Suíça (Foto: Reprodução)
Décimo maior artilheiro da história do Flamengo, Aluísio Francisco da Luz, mais conhecido por Índio, teve um livro escrito sobre a sua trajetória. "Índio - O Herói de 57" será lançado na quinta-feira da próxima semana, às 17h, no Hall de Entrada do Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea, no Rio de Janeiro. A obra traz feitos do paraibano com a camisa do Mengão e também da seleção brasileira. Entre alguns dos fatos narrados, uma curiosidade: o jogador marcou o gol de empate do Brasil contra o Peru, no jogo de ida das Eliminatórias, em Lima, que foi determinante para a classificação da Amarelinha para a Copa da Suécia, em 1958. No entanto, uma contusão o impediu de jogar o Mundial, e a vaga ficou para um promissor atacante do Santos: Pelé.
Índio morreu em 19 de abril de 2020, Dia do Índio, aos 89 anos. Os principais feitos da carreira do lendário jogador e todo o seu legado deixado ao futebol brasileiro foram escritos por Fábio Henrique Alves, produtor de eventos carioca, mas residente em João Pessoa desde os cinco anos de idade.
Natural de Cabedelo, município da Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, Índio foi um dos primeiros nordestinos a vestir a camisa da seleção brasileira. Além disso, foi o primeiro paraibano a disputar uma Copa do Mundo. Na ocasião, esteve presente no Mundial de 1954, na Suíça, quando o Brasil chegou até as quartas de final e foi eliminado pela Hungria, vice-campeã daquela edição. Ademais, foi o primeiro negro a vestir a camisa do Espanyol, tradicional clube de Barcelona.
Livro "Índio, o herói de 57" será lançado na Gávea (Foto: Divulgação / Livros de Futebol)
Índio se destacou no Flamengo na década de 50, sendo tricampeão carioca (1953-55), e artilheiro do tri, em um time que contava com grandes nomes da história do esporte, como Zagallo, Evaristo de Macêdo, Benítez, Joel, entre outros. A primeira convocação do paraibano para a seleção brasileira veio em 1954. Porém, o seu feito mais marcante vestindo a amarelinha foi nas Eliminatórias de 1957, quando marcou um gol na partida de ida contra o Peru, em Lima, que foi fundamental para a classificação do Brasil para a Copa da Suécia de 58. No entanto, o jogador se lesionou e ficou fora da lista dos convocados pelo técnico Vicente Feola. O jovem promissor Pelé, por outro lado, assumiu a vaga deixada por ele e conquistou aquele que seria o primeiro de três Copas vencidas pelo Rei — 1958, 1962 e 1970.
Durante a sua passagem pelo Flamengo, Índio marcou 144 gols com a camisa rubro-negra e ocupa a 10ª colocação na galeria dos principais artilheiros da história do clube. O ex-jogador é perseguido de perto por Gabigol, que tem 120 tentos pelo Mais Querido. O grupo seleto composto pelo paraibano conta com Zico (507), Dida (251), Henrique (213), Pirillo (207), Romário (204), Jarbas (152), Bebeto (149), Leônidas da Silva (151) e Zizinho (146).
Um dos primeiros nordestinos a vestir a camisa da Seleção, ídolo do Flamengo, artilheiro da maior goleada do Maracanã e decisivo para a classificação à Copa de 1958".
— Trecho do livro "Índio, o herói de 57"
Índio é o 10º principal artilheiro da história do Flamengo (Foto: Reprodução)
Além do Flamengo, Índio ainda jogou em outros três clubes: o Corinthians, de 1957 a 1959, o Espanyol, de 1959 a 1963, e o América-RJ, onde encerrou a carreira, em 1965.
O lançamento do livro "Índio - O Herói de 57" será na quinta-feira da próxima semana, às 17h, no Hall de Entrada do Clube de Regatas do Flamengo, na sede da Gávea, no Rio de Janeiro.

Por Matheus Aquino 
GE João Pessoa