segunda-feira, 13 de junho de 2022

China será reunificada, diz ministro, ao citar Taiwan

O ministro da Defesa da China, Wei Fenghe
Foto: Divulgação/Xinhua

Wei Fenghe disse que os chineses buscam uma reunificação pacífica, mas pode haver 'outras opções'

A China, por meio do ministro da Defesa, Wei Fenghe, afirmou que o país será reunificado, citando Taiwan. Segundo ele, os chineses buscam uma reunificação pacífica, mas pode haver “outras opções”. A declaração foi feita no domingo 12.

“A China definitivamente realizará sua reunificação”, afirmou, em discurso na cúpula de defesa da Ásia, realizada em Cingapura. “Aqueles que buscam a independência de Taiwan na tentativa de dividir nosso país definitivamente não terão um bom final.”

Taiwan é governada de maneira independente desde o fim de uma guerra civil em 1949. A China, no entanto, considera a ilha como parte do seu território, na forma de uma província dissidente.

Fenghe declarou ainda que a China não é um país agressor e disse que Pequim busca apenas paz e estabilidade. Ele pediu aos Estados Unidos que “fortaleçam a solidariedade e se oponham ao confronto e à divisão”.

No sábado 11, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que Washington fará sua parte para gerenciar as tensões com a China e evitar conflitos. No entanto, ele declarou que o país está se tornando cada vez mais agressivo na região. Austin falou que os Estados Unidos continuarão a apoiar seus aliados, incluindo Taiwan.

O ministro da Defesa disse que rejeita “as difamações, acusações e até ameaças dos EUA” feitas no discurso do secretário de Defesa norte-americano.

“Pedimos ao lado dos EUA que pare de difamar e restringir a China. Pare de interferir nos assuntos internos. A relação bilateral não pode melhorar a menos que o lado dos EUA possa fazer isso”, declarou.

Redação Oeste