Pacheco diz que auditoria privada nas eleições deve ocorrer ‘dentro de limites’ e apuração é atribuição do TSE

Pacheco falou sobre eleições em coletiva de imprensa.
 Jefferson Rudy/Agência Senado

Presidente do Senado disse que questionamentos ao processo eleitoral brasileiro ‘não contribuem’ e podem ‘atrapalhar o bom andamento’ das instituições

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta sexta-feira, 6, que a participação de empresas privadas para auditoria das eleições é legítima, desde que “dentro dos limites”. O parlamentar ressaltou que a contagem dos votos cabe unicamente à Justiça Eleitoral. “A responsabilidade pelo processo eleitoral cabe a uma Justiça especializada no Brasil, que é liderada pelo TSE. Não cabe a nenhuma entidade privada ou outra instituição a participação na contagem ou recontagem de votos. Isso é papel da Justiça Eleitoral”, declarou em coletiva de imprensa. “No entanto, é absolutamente legítimo se pretender alguma participação de empresa privada, desde que dentro de limites que, obviamente, não é a contagem dos votos. A contagem dos votos, repito, cabe a Justiça Eleitoral”, acrescentou.

A manifestação de Pacheco ocorreu após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que o PL vai contratar uma empresa privada para fazer a auditoria das eleições deste ano. O presidente do Senado disse que questionamentos ao processo eleitoral brasileiro “não contribuem” e podem “atrapalhar o bom andamento” das instituições. “Não há motivo razoável ou justa causa para se questionar a rigidez das urnas eletrônicas e do processo eleitoral que, aliás, até pouco tempo era motivo de orgulho para todos nós. Esses questionamentos, uma vez feitos, eles não contribuem”, ressaltou Pacheco. “Cabe à Justiça Eleitoral e as instituições reafirmarem a garantia do processo eleitoral brasileiro e demonstrar isso para a sociedade. Eu tenho plena confiança nas urnas eletrônicas e que nossas eleições vão correr dentro da legalidade, uma vez que foi superada a tese do voto impresso no Congresso Nacional”, concluiu.

Por Jovem Pan

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