sexta-feira, 15 de abril de 2022

YouTube remove mais um vídeo de Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR

Na publicação, de 12 de agosto de 2021, Bolsonaro contestou a lisura das eleições de 2018

O YouTube removeu mais um vídeo do canal do presidente Jair Bolsonaro (PL) sob o argumento de que a postagem infringiu as regras da plataforma. A retirada do ar do conteúdo foi identificada pela Novelo Data, consultoria de monitoramento da rede social.

O vídeo, que não está mais disponível desde quarta-feira 13, foi publicado em 12 de agosto de 2021, e traz uma entrevista do presidente à rádio Jovem Pan Maringá. Ainda no ar pelo Facebook e no canal da Jovem Pan local, na ocasião Bolsonaro contestou a lisura das eleições de 2018.

O presidente da República ainda comentou sobre a CPI da Covid, que estava em funcionamento naquele momento, e criticou o deputado Luis Miranda (Republicanos-DF), por acusações feitas à comissão sobre suspeitas de irregularidades envolvendo a vacina Covaxin.

“Por que que nós temos que concorrer nas eleições do ano que vem sob o manto da desconfiança? O que nós queremos? Eu quero eleições limpas, o voto democrático, a contagem pública dos votos”, disse Bolsonaro, na entrevista.

“Por que essa vontade enorme, esse trabalho enorme, do ministro Barroso, que é também o presidente do TSE, contrário ao voto impresso? Ele se reuniu com lideranças partidárias e, logo depois da reunião, essas lideranças, a maioria delas que eram favorável ao voto impresso, mudaram de lado. O que foi oferecido pra eles? O que aconteceu?”, questionou.

De acordo com a Novelo Data, este é o 35º vídeo retirado do canal de Bolsonaro no YouTube por violação de alguma regra, principalmente “por desinformação sobre a pandemia”. A consultoria relatou, no entanto, que quem infringe a determinação fica com o canal bloqueado por uma semana, mas o perfil de Bolsonaro segue no ar.

Agora, a plataforma incluiu proibição referente especificamente ao Brasil: “Alegar incorretamente que as urnas eletrônicas de votação brasileiras foram invadidas por hackers no passado para mudar o voto de pessoas”.

Redação Oeste