PT afasta marqueteiro de Lula em meio à guerra interna

Lula, pré-candidato à Presidência da República | Foto: O TEMPO

Legenda confirmou que Augusto Fonseca não trabalhará na campanha e Sidônio Palmeira é favorito para ocupar seu lugar

Antes mesmo do início da campanha eleitoral oficial no rádio e na televisão, e apenas após as primeiras peças da propaganda partidária, o PT decidiu trocar o marqueteiro que comandaria a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meio a uma guerra interna e uma grande insatisfação com o conteúdo produzido por Augusto Fonseca e também com o valor cobrado, o PT decidiu interromper o contrato.

Há uma disputa entre o comando da legenda, capitaneado pela presidente Gleisi Hoffmann, e o coordenador da área de comunicação, o ex-ministro da área no governo Lula Franklin Martins. O valor de R$ 40 milhões cobrado pela empresa de Augusto Fonseca era o motivo principal de divergência. Alas importantes do partido consideravam o valor demasiadamente alto para a realidade atual.

Em nota, o PT diz que "por razões administrativas e financeiras, não foi possível consolidar a contratação da produtora MPB para participar da campanha eleitoral deste ano".

"A MPB foi selecionada, dentre outras conceituadas agências, pela alta qualidade da proposta apresentada, além de sua comprovada experiência em campanhas políticas vitoriosas. No entanto, não foi possível compatibilizar a proposta orçamentária com o planejamento dos recursos partidários", diz a legenda.

Apesar de serem públicas as insatisfações dentro do PT com os conteúdos já produzidos por Augusto Fonseca para a propaganda partidária, a legenda elogiou os serviços prestados por sua empresa.

"O PT reconhece a qualidade dos serviços prestados pela MPB na criação e produção das inserções partidárias de rádio e TV e agradece a dedicação e o empenho de seus dirigentes e profissionais neste período", diz a nota da sigla.

Para o lugar de Augusto Fonseca, o mais cotado hoje é Sidônio Palmeira, que comandou a comunicação nas campanhas de Rui Costa e Jacques Wagner. Ambos foram eleitos ao governo da Bahia nas últimas eleições. Sidônio Palmeira também cuidou da campanha de Fernando Haddad em 2018, quando o petista perdeu para Jair Bolsonaro no segundo turno.

O TEMPO


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