‘Por dez a um, STF criou um mártir ao condenar Daniel Silveira’, afirma Jorge Serrão

O deputado federal Daniel Silveira foi condenado por
 dez votos a um no STF a oito anos e nove meses de 
prisão por ameaças à Corte. DIDA SAMPAIO/ESTADÃO 

Segundo o comentarista do programa 3 em 1, da Jovem Pan News, o Supremo não mediu as consequências da votação e parlamentar pode entrar com recurso e até se eleger novamente em outubro

Durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan News, o comentarista Jorge Serrão afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não mediu as consequências da condenação do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), já que o parlamentar pode entrar com recurso, adiando o cumprimento da pena de oito anos e nove meses de prisão, e se eleger novamente para o Congresso Nacional. De acordo com Serrão, a votação do Suprema Corte transforma o parlamentar em um mártir e dá força a ele nas eleições, podendo até ajudar a eleger outras pessoas que concordem com ele, para atuar contra o STF a partir de 2023.

“Foi um dia histórico para a democracia brasileira. O Supremo Tribunal Federal, por dez a um, turbinou a campanha reeleitoral de Jair Bolsonaro, criou um mártir. Daniel Silveira, que cometeu o erro de agredir o Supremo com aquele vídeo idiota, se transformou num mártir depois dessa condenação que não tem base constitucional. [Ele] Não poderia ter sido condenado, a não ser pelo Congresso Nacional. O Congresso Nacional lavou as mãos, 364 deputados entregaram a cabeça dele de bandeja para a PGR e para o Supremo. O Supremo e a PGR apenas cumpriram o papel de detonar o cara, que agora virou um mártir e vai ter recurso. Ele está condenado, mas a condenação ainda pode se prolongar porque vão ter os tais dos embargos. Então, Daniel Silveira pode ser candidato ao Senado, pode se eleger senador pelo Rio de Janeiro. E aí quero ver como vai ficar a história se o cara se elege senador e, ano que vem, o Supremo ou alguém resolve que agora tem que cumprir a sentença. Ou então que vai passar para a Câmara a atribuição de cassar, mas cassar quando? Depois da eleição? Antes da eleição? Se passar a atribuição para a Câmara agora, a Câmara não vai cassá-lo (…) Imagina o Daniel Silveira senador ano que vem, liderando outros senadores que também podem começar a querer enquadrar e dar um troco no Supremo Tribunal Federal pela via institucional. Ou seja, o Supremo não mediu a estratégia, não fez uma avaliação da consequência futura. Isso vai aumentar ainda mais a confusão institucional no Brasil, que já é gigantesca. O certo teria sido ter perdoado Daniel Silveira”, comentou Serrão.

Por Jovem Pan

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