‘Argentina quer retomar laços diplomáticos com Venezuela’, diz Fernández

O presidente da Argentina, Alberto Fernández 
 Foto: Divulgação/Casa Rosada

Presidente espera que os países latino-americanos e caribenhos façam o mesmo

Alberto Fernández, presidente da Argentina, pretende fazer com que seu país retome as relações diplomáticas com a Venezuela. Há sete anos, o governo argentino não tem uma embaixada em Caracas, capital venezuelana.

“Achamos que chegou a hora de falar sobre a Venezuela e, como primeiro passo, a Argentina quer retomar seus laços diplomáticos plenos com a Venezuela”, disse Fernández na segunda-feira 18.

O mandatário argentino pediu que os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) também considerem reatar seus laços com o governo de Nicolás Maduro, ditador venezuelano.

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“Eu, que sou presidente pro tempore da Celac há cem dias, peço a todos os países da América Latina e do Caribe que repensem isso”, afirmou. Fernández informou que já fez a mesma proposta a Guillermo Lasso, presidente do Equador.

Marco Rubio, senador nos Estados Unidos pelo Partido Republicano e membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado, classificou as declarações do presidente argentino como uma “ameaça direta aos interesses de segurança nacional” dos norte-americanos.

“A Argentina de Alberto Fernández dá as boas-vindas ao Kremlin em nossa região, além de reconhecer o narcoditador ilegítimo Maduro na Venezuela”, declarou o senador pelo Twitter.

Tamara Taraciuk, diretora temporária para as américas da Human Rights Watch, organização de direitos humanos com sede em Washington, criticou a postura de Fernández.

“Para liderar uma resposta regional para uma solução democrática na Venezuela, o presidente Fernández precisa partir de um diagnóstico correto do que está acontecendo lá”, escreveu em um tuíte. “Caso contrário, seus esforços servirão para dar legitimidade ao regime repressivo de Nicolás Maduro”.

Tamara lembrou que o Tribunal Penal Internacional tem uma investigação em curso sobre possíveis crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Maduro e destacou que a ditadura detém 240 presos políticos.

“Todos queremos que a Venezuela volte a funcionar normalmente e que os venezuelanos possam retornar à sua terra natal”, argumentou. “Mas isso não vai acontecer escondendo a realidade”.

Artur Piva

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