Rússia proíbe transmissão de entrevista de Zelensky no país

Desde o começo da guerra na Ucrânia, os reguladores
 russos alertaram a mídia que os meios de comunicação
 só podiam usar informações de origem governamental 
Foto: Reprodução/Kremlin

Comunicado foi divulgado neste domingo, 27, pela agência reguladora russa

Desde o começo da guerra na Ucrânia, os reguladores russos alertaram a mídia que os meios de comunicação só podiam usar informações de origem governamental | Foto: Reprodução/Kremlin

agência de comunicação da Rússia informou neste domingo, 27, que a mídia russa deve se abster de transmitir uma entrevista feita com o presidente da Ucrâna, Volodymyr Zelensky. A agência informou que está sendo feita uma investigação sobre os meios de comunicação que entrevistaram o líder ucraniano.

Em um breve comunicado distribuído pelo órgão de vigilância nas redes sociais e postado em seu site, a agência comunicou que vários veículos russos fizeram uma entrevista com Zelensky.

“O regulador russo de comunicações Roskomnadzor adverte a mídia russa sobre a necessidade de se abster de publicar esta entrevista”, publicou a autoridade das comunicações. A razão para o aviso, contudo, não foi informada.

A repressão de Moscou à imprensa

A Rússia aumentou a repressão contra a imprensa para limitar o acesso à informação no país. Desde o começo da guerra na Ucrânia, os reguladores russos alertaram a mídia que os meios de comunicação só podiam usar informações de origem governamental para relatar a invasão russa.

Na sexta-feira 5, a agência de notícias Bloomberg e a emissora BBC noticiaram que estão suspendendo as operações na Rússia. A redes de televisão CNN, a CBS e a ABC deixaram de transmitir no país depois que os parlamentares russos aprovaram uma nova legislação na semana passada. A medida propõe prender jornalistas e outras pessoas por até 15 anos se publicarem o que o Kremlin considera ser “informações falsas” sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O editor-chefe da Bloomberg, John Micklethwait, disse aos funcionários que a mudança no código penal “torna impossível continuar com o jornalismo dentro do país”.

Redação Oeste

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