Rússia não pretende mais ‘desnazificar’ a Ucrânia

Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, lado a lado 
Foto: Reprodução/Flickr

O Kremlin está disposto a permitir a adesão de Kiev à União Europeia, mas não à Organização do Tratado do Atlântico Norte

A Rússia não está mais exigindo que a Ucrânia seja “desnazificada” para firmar um acordo de cessar-fogo, informou, nesta segunda-feira, 28, o jornal Financial Times. Kiev ainda poderá se juntar à União Europeia (UE), desde que não se alinhe à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Na terça-feira 29, os representantes dos dois países devem se reunir em Istambul, na Turquia, para mais uma rodada de negociações. No momento, as tropas russas estão paralisadas. Isso porque o Kremlin encontrou uma resistência inesperada dos militares ucranianos.

Apesar da nova reunião, a Ucrânia permanece cética em relação às intenções do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Kiev teme que o ex-agente da KGB possa estar usando as negociações como uma cortina de fumaça, a fim de reorganizar suas tropas e preparar uma nova ofensiva contra os ucranianos.

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Como parte das negociações, a Ucrânia abriria mão de desenvolver armas nucleares e hospedar bases militares estrangeiras. O país submeteria o acordo a um referendo, que seria realizado nos próximos meses. Esse processo deverá durar cerca de um ano, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.

Se houver um cessar-fogo, os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia e da Rússia se reunirão para assinar os documentos. Isso seria seguido por tentativas de organizar um encontro entre Zelensky e Putin.

Redação Oeste

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