segunda-feira, 14 de março de 2022

Pfizer defende 4ª dose da vacina contra covid-19

No Brasil, apenas imunossuprimidos podem tomar a 
quarta dose da vacina anticovid 
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

CEO da farmacêutica disse que as pessoas vão precisar de um novo reforço do imunizante

A Pfizer informou que as pessoas devem precisar de uma quarta dose da vacina contra a covid-19. A afirmação foi feita pelo CEO da farmacêutica, Albert Bourla, no domingo 14, durante uma entrevista à rede de TV americana CBS.

De acordo com o executivo, a terceira dose é “muito boa” para evitar hospitalizações e mortes pela doença, mas não é tão eficaz contra infecções depois de alguns meses.

“Nesse momento, da maneira que vimos, é necessária uma quarta dose”, disse Bourla. “A proteção que você está recebendo da terceira, é boa o suficiente, na verdade muito boa para hospitalizações e mortes, mas nem tanto contra infecções.”

No Brasil, até o momento, além das duas doses ou da dose única da Janssen, o país aplica a terceira dose da vacina. Apenas imunossuprimidos podem tomar a quarta dose.

Em outros países, como Israel e Chile, a quarta dose já está liberada para um grupo maior. A França anunciou, na sexta-feira 11, a aplicação para idosos com mais de 80 anos.

Segundo o CEO da Pfizer, a farmacêutica trabalha para produzir uma nova vacina não só contra todas as variantes do novo coronavírus, como também com um tempo maior de proteção. “E, se conseguirmos isso, então acho que é muito fácil seguir e lembrar para que possamos voltar realmente ao modo de vida que costumávamos viver”, disse Bourla.

Estudo busca entender reações alérgicas após vacina da Pfizer e Moderna

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos realiza um estudo para entender uma classe de efeitos adversos das vacinas de mRNA (RNA mensageiro) contra a covid-19: as reações alérgicas sistêmicas raras, mas potencialmente graves, depois da aplicação das vacinas da Pfizer e da Moderna.

A pesquisa não deve investigar a relação com casos graves (anafilaxia). As informações foram divulgadas pelo National Institutes of Health na última quarta-feira, 9.

Redação Oeste