Com pressão da inflação, Argentina eleva taxa de juros a quase 45%

Argentina tenta atenuar crise com inflação acima dos 52% 
 Foto: Bernardo Brandolin/Pexels

País apresenta cenário econômico delicado e confia em acordo com o FMI para emplacar recuperação

O Banco Central da Argentina elevou na última terça-feira, 22, a taxa de juros básica do país para 44,5%, reajustando o índice em 2 pontos porcentuais. Este foi o terceiro aumento neste ano, em um cenário econômico desafiador, marcado pela disparada da inflação e pelo choque da oferta global.

O órgão ainda revelou que deve elevar mais a taxa ao longo de 2022, muito em razão de uma das maiores inflações do mundo, atualmente acima de 52%, no acumulado de 12 meses.

Em comunicado, o Banco Central argentino manifestou que buscará colocar a taxa referencial na trajetória de “retornos reais positivos sobre investimentos em moeda local e preservar a estabilidade monetária e cambial”.

Ao informar o aumento dos juros, a autoridade monetária ainda justificou que o cenário global de aumento dos preços dos grãos e de energia está impactando a inflação no país. “A economia mundial está enfrentando um choque de oferta que se traduz em aumentos extraordinários dos preços de todas as commodities e outros importantes produtos da cadeia de produção.”

Recentemente a Argentina fechou um acordo de US$ 45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com metas econômicas atreladas, incluindo mudança para taxa de juros real positiva.

A diretoria do FMI vai se reunir na próxima sexta-feira para aprovar formalmente o acordo, considerado fundamental para estabilizar a economia argentina e reabrir o acesso do país aos mercados financeiros globais.

Em 2021, a Argentina amargou inflação de 51%. Esse foi o segundo maior índice anual registrado pelo país desde 1991. No período em questão, o recorde foi de 54%, estabelecido em 2019.

Redação Oeste

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