segunda-feira, 14 de março de 2022

Candidatos, vices, alianças: o que já foi e o que falta ser definido para a corrida presidencial

Os pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sergio Moro (Podemos), Jair Bolsonaro (PL) e 
Ciro Gomes (PDT)| Foto: Mohammed Badra/EFE; Saulo Rolim/Podemos; Alan Santos/PR; Reprodução/Twitter

Faltando cerca de sete meses para o primeiro turno das eleições, pré-candidatos ao Palácio do Planalto já começam a definir suas alianças e possíveis nomes para vice na corrida presidencial. Neste cenário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende oficializar seu nome na disputa no começo de abril, logo depois do prazo final da janela partidária.

A expectativa do partido do petista é lançar a candidatura em um evento em São Paulo já com a indicação do ex-governador Geraldo Alckmin como vice de Lula. Alckmin está com filiação acertada com o PSB e deve oficializar sua entrada na sigla nos próximos dias. Até lá, Lula pretende consolidar também o apoio do PSol, sigla da esquerda que ainda apresenta entraves para fechar uma aliança com o PT.

Crítico da composição de Lula com Alckmin, o PSol elencou uma série de exigências consideradas relevantes para a militância de esquerda como forma de estar na coligação petista. Entre as demandas, os integrantes do PSol defendem a revogação do teto de gastos, da reforma trabalhista e a taxação de grandes fortunas. Até o momento, Lula já sinalizou que pretende alterar a lei do teto de gastos e da reforma trabalhista caso seja eleito.

Paralelamente, Lula pretende negociar com o PSol para que a sigla retire a pré-candidatura de Guilherme Boulos para o governo de São Paulo. O objetivo do petista é angariar o máximo de apoio para a candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad na disputa estadual.

"Vamos buscar até o último minuto uma convergência entre os partidos de esquerda para a disputa estadual, desde que o acordo não anule o PSol", argumenta Boulos. Nos bastidores, líderes do PT admitem que Lula deve indicar apoio ao nome de Boulos na disputa pela prefeitura de São Paulo na disputa de 2024.

Nesta estratégia, Boulos sairia neste ano como candidato para a Câmara dos Deputados, fortalecendo a bancada da legenda. Em 2020, Boulos chegou ao segundo turno da disputa municipal da capital paulista, mas acabou sendo derrotado por Bruno Covas (PSDB).

O PT pretende ainda consolidar a criação de uma federação com outros partidos de esquerda como o PV e o PCdoB. O PSB chegou a discutir a entrada no grupo, mas acabou desistindo depois de entraves com a cúpula petista.

Por Wesley Oliveira / Gazeta do Povo