Alerj quer urgência nas votações em prol de mulheres deficientes auditivas

A partir do Dia Internacional da Mulher, na próxima terça-feira (08/03), a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) deve ampliar nesse mês de março a votação, em regime de urgência, de pautas femininas. Dois projetos de leis em benefício de mulheres que possuem deficiência auditiva, apresentados pelo deputado Filippe Poubel (PSL), receberam apoio de 34 parlamentares, que assinaram para colocar as propostas em votação no plenário. 

Através do projeto de lei 3892/2021, Poubel defende que grávidas com problemas auditivos devem ser acompanhadas por um intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) nas consultas de pré-natal e no trabalho de parto em unidades da rede estadual de saúde do Rio de Janeiro.

“As gestantes com problemas auditivos não podem se sentir privadas nem impedidas de amplo acesso às informações. Precisamos garantir um canal efetivo de diálogo entre paciente, médicos e enfermeiros, promovendo a inclusão social”, justifica Filippe Poubel.

Já o projeto de lei 5127/2021, estabelece que todos os telejornais, além de programas e propagandas do governo do estado devem ter intérpretes de LIBRAS.

“Deficientes auditivos devem ter pleno conhecimento das notícias, dos atos e ações governamentais. E as emissoras de televisão podem contribuir muito para uma comunicação inclusiva e de qualidade”, acredita Filippe Poubel.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia  e Estatística (IBGE), 5% da população no país é composta por pessoas que são surdas. Esta parcela corresponde a mais de 10 milhões de cidadãos, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda e, por isso, não escutam absolutamente nada.

O deputado destaca que uma das missões da política é assegurar direitos e igualdade. “Agradeço aos colegas que assinaram pela urgência na tramitação dos projetos de leis. Na próxima terça-feira é Dia Internacional da Mulher, mas certamente a Alerj deve votar ao longo do mês muitas propostas para ampliar direitos e oferecer mais cidadania. Grande parte dos lares são chefiados por mulheres, merecem nosso respeito e apoio”, conclui o deputado Filippe Poubel.

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