quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Operação Ratoeira: grupo criou logo de rato com fuzil para furtar combustível

Grupo 'BR Ratobrás' causou prejuízo bilionário
Reprodução


Em um grupo de WhatsApp, a organização criminosa usava a imagem e se descreviam como ‘Ratobrás’, fazendo referência à Petrobras

Rio - Era através de um grupo de WhatsApp que uma organização criminosa especializada em perfurar dutos da Transpetro, na Baixada Fluminense, planejava seus crimes desde o furto de combustível até a revenda do material fora do Estado do Rio. Os criminosos se denominavam como 'BR Ratobrás' e a foto de perfil do grupo nomeado de 'Os Normais' era um rato portando um fuzil. Em um ato de ousadia, eles ainda acrescentaram a sigla 'BR' com a logo do posto da Petrobras, para fazer referência à instituição que eles furtavam.

Na manhã desta quarta-feira, a quadrilha foi alvo da Operação Ratoeira, realizada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ), que tinha o objetivo de cumprir 10 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão.

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De acordo com as investigações, o bando era organizado e continha divisão de tarefas, sendo liderado pelos empresários Robson Teixeira Alves Gusmão e Magnojai Rizzari Recla, o Magno. Os dois, além de serem receptadores do óleo subtraído, recebendo o produto no Espírito Santo e então destinando- o às empresas nas quais figuram como sócios, todas com atividade fim voltada à comercialização de combustível, eles ainda negociavam o produto Furtado com outros receptadores.

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Em diálogos travados no grupo de WhatsApp da organização criminosa, analisados pelos investigadores, foi possível constatar a liderança de Gusmão e Magno.

"Além disso, os diálogos travados entre os integrantes da organização criminosa, bem como os comprovantes de transferências bancárias acostados aos autos, deixam claro que os denunciados ROBSON e MAGNOJAI financiavam a estrutura da malta, sendo os responsáveis pelos pagamentos dos gastos com as viagens dos motoristas que faziam o transporte da carga subtraída e demais despesas necessárias para o desempenho da atividade criminosa", analisou a denúncia do Gaeco.

A apuração da DDSD indicou que, pelo menos, desde 2017, a quadrilha perfurava os dutos, localizados na Baixada Fluminense do Rio, para subtrair o combustível da Transpetro e depois transportá-lo para os Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, onde há o transbordo e a receptação do produto furtado.