quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Drones ajudam os bombeiros na busca por corpos em Petrópolis; VÍDEO

Drones do Corpo de Bombeiros auxiliam
nas buscas em Petrópolis


Equipamento não-tripulado permite comparação de estruturas geológicas e distribuição de efetivo na terra e rios.

Militares do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro que estão procurando por desaparecidos em Petrópolis, na Região Serrana, têm contado com a ajuda de drones nas buscas e na sinalização de riscos geológicos.

Segundo a corporação, os equipamentos são capazes de fazer imagens de qualidade alta a uma altura de até três quilômetros .

As imagens são usadas da seguinte maneira:

  1. O mapeamento compara o cenário atual das estruturas geológicas com imagens prévias de satélite.
  2. A sobreposição das imagens permite entender o percurso que uma casa arrastada possa ter feito, tornando possível a identificação de pontos de interesse, onde é provável que haja desaparecidos.
  3. Após essa identificação, fica mais fácil encaminhar as equipes de busca, sejam bombeiros da corporação, a tropa canina ou máquinas de trabalho
  4. Assim que o drone observa alguma atividade suspeita em rios, por exemplo, logo é acionada uma equipe de mergulhadores.
Bombeiros utilizam drones para buscar vítimas 
em Petrópolis — Foto: Divulgação


Tecnologia evita riscos, diz major

"O uso de drones é uma tecnologia estratégica com diversas possibilidades. Existe um potencial enorme para auxiliar as equipes de campo, evitando que entrem em risco e permitindo um maior planejamento de ações", afirma o major Danilo Teixeira.

O drone utilizado é o UAS (Sistema de Aeronave Não-Tripulado) Matrice 210, com capacidade de zoom de até três quilômetros e uso de câmera térmica. O equipamento também está sendo utilizado no monitoramento de rios, realizando voos mais lentos e técnicos, com capacidade de melhor identificação de possíveis vítimas ou detritos.

Atualmente a operação do Corpo de Bombeiros conta com três drones da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não-Tripulados - COVANT.

"Os drones conseguem chegar em locais que nossas guarnições, mesmo via terrestre, não conseguem. E como a imagem é em alta resolução, ela consegue dar detalhes do terreno, como fragmentos de pertences pessoais ou até a parte de uma residência. Essa análise cria novos pontos de trabalho para que as nossas equipes possam chegar onde não saberiam que tem ali uma estrutura ou até mesmo uma vítima", acrescenta o major Fábio Contreras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

O emprego desse tipo de tecnologia, segundo o Corpo de Bombeiros, seguirá ao longo de todas as operações de resgate em Petrópolis. A atuação do drone no ar varia entre 20 e 30 minutos. Dessa maneira, os bombeiros utilizam baterias extra para dar maior condição de voo e análise para seguir a busca de vítimas.

Arte drone — Foto: Kayan Abertin/Editoria de Arte g1

Por g1 Rio