segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Cientistas desenvolvem vacina para dependentes químicos

O próximo passo é registrar o imunizante na 
Anvisa para fazer os testes em humanos 
Foto: Adriano Ishibashi/Estadão Conteúdo

Os estudos realizados na Universidade Federal de Minas Gerais começaram em 2015

Cientistas brasileiros desenvolveram uma vacina curativa que auxilia no tratamento de dependentes químicos de cocaína e crack. Os estudos realizados na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) começaram em 2015, quando uma molécula foi produzida na instituição.

Segundo Frederico Garcia, coordenador do estudo e professor do Departamento de Saúde Mental da UFMG, quase todos os testes em animais foram realizados para garantir a segurança da vacina. O próximo passo é registrar o imunizante na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que ela seja usada em humanos.

“A gente espera avançar nessas etapas que ficaram restritas por causa da pandemia que fechou a universidade e outros fatores que a Anvisa exige, mas acreditamos que até o ano que vem começaremos os testes em humanos,” destacou o professor.

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De acordo com Garcia, os animais foram testados tanto na produção de anticorpos (quando o efeito da droga não é sentido), quanto na variação da segurança da molécula. “Foram testadas em três espécies diferentes e em doses altíssimas para ter certeza de que, quando for passar para os estudos em humanos, eles não tenham riscos”, explicou o professor.

A vacina curativa é diferente dos imunizantes comuns, que geralmente são preventivos. Neste caso, ela tem a função de ajudar no tratamento de dependentes químicos.

“A gente imagina que em pessoas que estão fazendo o tratamento e estão dando conta de ficar sem usar a droga é uma arma a mais, porque quando elas consumirem a droga elas não perceberão o seu efeito e isso irá ajudá-las a continuar abstinentes,” disse.

Redação Oeste