segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Áñez denuncia ‘tortura psicológica’ após 12 dias de greve de fome

Fala da boliviana aconteceu neste domingo, 20, durante
 audiência virtual contra os funcionários do Centro 
Penitenciário Feminino de Miraflores. EFE/ Rodrigo Sura

Ex-presidente interina da Bolívia é acusada de ‘sedição, terrorismo e conspiração’ durante a crise de 2019, que culminou na renúncia de Evo Morales; ela está presa desde maio de 2021

A ex-presidente interinada BolíviaJeanine Áñez, disse que sofre “tortura psicológica” por parte de funcionários da penitenciária onde está presa, em meio à greve de fome realizada há 12 dias em busca de liberdade.  A fala da boliviana aconteceu neste domingo, 20, durante audiência virtual contra os funcionários do Centro Penitenciário Feminino de Miraflores. “Sofro torturas psicológicas porque estou em greve de fome”, argumentou a ex-presidente. Ao negar o pedido de liberdade, o juiz ordenou “efetivar, mesmo contra a vontade da requerente”, o início imediato da “reidratação ou outro tratamento” para que ela possa ser tratada na prisão, decisão que levou a uma queixa da Defensoria do Povo, que defende o direito de Áñez de protestar através de uma greve. Em comunicado, a Direção do Regime Penitenciário afirmou que “apesar da sua recusa inicial”, Jeanine Áñez “concordou” em receber uma solução de reidratação, o que não foi confirmado por ela em audiência. Áñez é acusada de “sedição, terrorismo e conspiração” durante a crise de 2019, que culminou na renúncia de Evo Morales da presidência. Ela está presa desde 13 de maio do ano passado.

Por Jovem Pan