Moraes manda PF ouvir Weintraub por ‘informações falsas’ sobre o STF

Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub 
 Foto: Marcos Corrêa/PR

Na semana passada, magistrado abriu uma investigação preliminar para apurar declarações dadas pelo ex-ministro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou a Polícia Federal ouvir, em até cinco dias, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub.

De acordo com o magistrado, Weintraub deu uma entrevista na qual são veiculadas “diversas informações falsas acerca da atuação do Supremo Tribunal Federal e de condutas relacionadas a um de seus membros”.

Na semana passada, Moraes abriu uma investigação preliminar para apurar as declarações dadas pelo ex-ministro da Educação em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”.

Weintraub disse que um dos dez ministros do Supremo que lhe negaram habeas corpus tentou comprar a sua casa num condomínio fechado, mesmo sem ela estar à venda.

“Eu vou contar um outro detalhe picante. Moro numa casa, num condomínio fechado, uma casa boa. Um juiz do STF estava procurando casa na região, dentro do condomínio. Viu a minha casa e falou: ‘Pô, casa bonita, hein, de quem é?’ Falaram: ‘Abraham Weintraub.’ ‘Pergunta para ele se não quer vender para mim’. ‘Não está a venda.’ ‘Pergunta se quer vender para mim, já que ele não vai mais voltar ao Brasil.’

A decisão de Moraes de abrir uma investigação preliminar foi tomada no chamado “inquérito das fake news”, que apura ataques e ameaças ao Supremo.

O ministro determinou que uma petição contendo o trecho da entrevista de Weintraub fosse separada num procedimento próprio. Ainda não se trata de um inquérito, mas de uma etapa prévia. A partir daí, poderão ser tomadas medidas para a apuração da conduta de Weintraub.

No último despacho, Moraes destacou que, “em uma primeira análise”, as condutas de Weintraub “se assemelham às investigadas no âmbito” do inquérito das fake news. Assim, “se mostra necessária a adoção de medidas destinadas à completa elucidação dos fatos.”

A defesa de Weintraub disse que não se manifestará sobre o processo por enquanto.

Redação Oeste

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