Impor sanções a Putin seria destrutivo, adverte Rússia

Vladimir Putin é presidente da Rússia 
Foto: Reprodução/Pixabay

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, as ameaças de Joe Biden não afetam o líder russo, Vladimir Putin

A Rússia rebateu nesta quarta-feira, 26, as declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre o líder russo, Vladimir Putin. Na véspera, o democrata havia ameaçado impor sanções pessoais ao ex-agente da KGB, principal organização de serviços secretos da União Soviética.

“Do ponto de vista político, não é doloroso — é destrutivo”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em comunicado divulgado à imprensa. Ele advertiu que as medidas não surtirão o efeito desejado por Biden.

Na terça-feira 25, o democrata foi indagado se o governo norte-americano planeja retaliar pessoalmente o líder russo. “Sim”, respondeu Biden, sem especificar o tipo de sanção que estaria sobre a mesa. “Eu veria isso.” O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que eventual invasão da Ucrânia traria enormes consequências para o mundo.

As sanções de Washington contra pessoas estrangeiras implicam o congelamento de bens e a proibição de fazer negócios nos Estados Unidos. Peskov ressaltou, no entanto, que a legislação russa proíbe, em princípio, que as autoridades de alto escalão do governo tenham ativos no exterior. Por isso, as investidas de Biden “não são, em absoluto, dolorosas” para Putin.

Ensaio para a guerra

Na segunda-feira 24, os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciaram o envio de aviões e navios ao Leste Europeu, para contrabalançar a concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia. Em comunicado, a aliança ocidental informou que continuará a adotar as medidas necessárias para proteger e defender todos os aliados.

Com a escalada da tensão, Reino Unido e Austrália iniciaram a retirada das famílias dos funcionários de suas embaixadas em KievNa mesma toada, os Estados Unidos retiraram parentes de diplomatas da capital ucraniana.

Conforme noticiou Oeste, o impasse nas negociações entre EUA e Rússia sobre a situação geopolítica da Ucrânia deixou a Europa à beira de um conflito bélico. As saídas diplomáticas estão se esgotando e a possibilidade de uma guerra não está descartada. Clique aqui para ler a reportagem completa.

Redação Oeste

Postagem Anterior Próxima Postagem